Bom dia,

Hoje antes de te escrever, fiz a minha habitual caminhada, gosto de sentir sobre o que vou falar, gosto de pensar na emoção que me provoca, nas experiências que tive e trazê-las para este “papel electrónico” através do qual me podes acompanhar, dessa forma vais sentir-me e podes até identificar-te com o que lês, provocando em ti a vontade de “emagrecer espiritualmente”, de te sentires leve e de bem com a vida.

Na minha meditação pensei imenso à cerca do amor, dos relacionamentos amorosos, dos relacionamentos entre os pais e os filhos, nas amizades. Fiz uma introspecção e foi bom ver o quanto os meus relacionamentos haviam mudado para melhor. Perguntei-me o que tinha mudado para haver essa tão significante mudança, a resposta foi automática – liberdade. Muito facilmente dizemos que amamos, falamos do quanto somos loucos por alguém, mas raramente esse amor está livre de exigências, de apego, de ciúmes, de condicionalismos que tornam o ser humano “um prisioneiro” das suas relações. Em tempos fui uma prisioneira dessa ilusão, achava que amava e por isso prendia-me ao outro e queria que o outro se prendesse a mim. Só mais tarde percebi que quanto mais nos agarramos às coisas, mas elas fogem de nós. Só mais tarde percebi também que o sentimento de amor era bem diferente do sentimento que tinha na verdade- apego. Quando exigimos, quando iniciamos frases como “devias”, “o certo era”, “o amor não é isto”, “a tua prioridade devia ser eu”, devemos parar para nos ouvirmos a nós próprios.
Amor é liberdade, é paz, é conforto, é uma saudade sem ansiedade, é uma saudade sem medo. É apoiar a pessoa incondicionalmente, deixando-a ser livre para experiênciar as suas escolhas. Mesmo que essa escolha seja por vezes sem a nossa presença, mesmo que essa escolha nem sempre nos pareça a mais correcta, há que existir um distanciamento para compreender que uma coisa é o meu caminho, a minha vida, a forma como eu vejo as coisas, mas essa minha realidade não tem de ser imposta aos outros, pois cada um sente a vida muito à sua maneira. Quando impomos, cegamos naquilo que consideramos ser o lado da razão, mas a razão está em quem sente, está naquele que tem o direito a optar pelo lado esquerdo, sem que alguém o convença que pelo lado direito ele vai cair. E mesmo que caía, o lado direito tinha uma aprendizagem extraordinária que o preparou para o seu tão único caminho. Amar é perceber que não temos o direito de condicionar a vida de ninguém, sejam eles irmãos, pais, filhos, namorados, maridos, esposas.
Amar…..amar é entregar, é saber que as asas presentes nas costas de cada um devem ser abertas, amar é não só deixar o outro voar, como ajudá-lo a planar , é incentivá-lo a explorar a sua essência, a cumprir os seus sonhos, a largar os seus medos, é deixá-lo SER e não “anulá-lo” a favor das minhas vontades ou receios de “perder”, esses sentimentos vêm do apego. E quando realmente se ama, mas se ama mesmo, nós desapegamos, somos felizes porque aquela pessoa é feliz, ficamos tristes quando ela está triste e principalmente quando essa pessoa se impede de viver.
Descobri com os meus 17 anos qual era o sentimento que as pessoas tanto falavam, aquele sentimento que nos fazia disparar o coração e perder o foco. Mas antes de conseguir viver o amor, eu vivi o apego, vivi o medo de perder, a ansiedade de querer mais. Quando junto à mesma pessoa, percebi que amar era SER e deixar Ser descobri o amor e toda a magia que ele nos traz – companheirismo, magia, apoio incondicional, carinho, paz, pacificidade e acima de tudo a felicidade de quem ama e de quem não tem medo de se deixar amar.
Este texto é para te ajudar a diferenciar estas duas emoções, pois uma das emoções é produzida pela mente – apego, a outra emoção é produzida pela alma e a alma só quer amar. É uma partilha de um bocadinho de mim, para o teu eu inteiro.
Se nos livrarmos do apego, perdemos muito peso e tornamo-nos pessoas muito mais felizes.

Bom dia e boa dieta 🙂

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