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Abre-te à intemporalidade



O colo da Grande Mãe ensina-me sobre o poder da luz mas também, sobre a necessária e estrondosa escuridão...Ensina-me sobre o fluxo da vida mas também, sobre a beleza da morte. Temos duas forças sempre presentes neste plano, duas forças que dão sentido à nossa experiência, duas forças que coabitam, que se unem, que se fundem para te conduzir à libertação do “Eu”, que abre espaço para a expansão do “Nós” e que é, na verdade, UMA SÓ FORÇA, UM SÓ CENTRO, UMA MESMA ENERGIA!


Estamos tantas vezes ocupados em pedir, que nos esquecemos de receber, tão ocupados com o complexo, que nos esquecemos do simples, tão fechados na nossa caixa apertada e limitadora, que nos esquecemos que somos parte do infinito onde o fluxo não pára e as paredes não existem.


No colo da Grande Mãe destapam-se naturalmente os véus da ilusão, abrem-se as grandes revelações que, suavemente, me segredam ao ouvido - nada se controla, nada dura para sempre, nada é teu, nada é do outro, nada é permanente, tudo mas mesmo tudo faz parte da radiante, estrondosa e milagrosa força da intemporalidade.


Tu inspiras vida e ao mesmo tempo expiras a morte, tu inspiras a luz, mas ao mesmo, expiras a escuridão, tu e a intemporalidade vivem assim, de mãos dadas numa dança amorosa, onde o fim e o início se casam, se completam, se entrelaçam, convidando-te a abraçar a beleza do começo e o encanto do término, convidando-te a relembrar que um rio não pára, que o vento não é estático, que o fogo nem sempre está aceso, que quando a noite cessa, nasce a luz do dia.


A grande Mãe ensina-me que eu, tu, somos pura energia e a energia é fluxo... ensina-me sobre os grandes segredos da vida, mas eles só são revelados num abraço à beleza da morte.


A grande Mãe ensina-me que estamos sempre agarrados ao permanente - mas o permanente é o seio da morte, enquanto a intemporalidade é a força da vida!


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